Corporate Cool: como abandonar o dress code social sem perder a elegância
Feche os olhos e tente se lembrar do cenário de um escritório dos anos 90 ou 2000…
Qual é o som que você ouve? Provavelmente, o “tec-tec” ritmado dos saltos agulha no piso frio ou o passo rígido dos sapatos sociais de sola dura.
Durante décadas, a credibilidade profissional era avaliada, principalmente, pela seriedade do vestuário. Além de trajes “quadrados” e sem personalidade, o desconforto predominava e era quase visto como uma medalha de honra. Se o sapato apertava, se a gravata sufocava, isso significava que você estava “levando o trabalho a sério”.
Mas aí, o mundo mudou. Ainda bem!
Primeiro, tivemos o “efeito Vale do Silício”.
Vimos gênios da tecnologia construírem impérios de bilhões de dólares vestindo jeans e tênis. O próprio Steve Jobs deixou claro que a competência de um líder, definitivamente, não está concentrada no terno ou calçado que ele usa.
Depois, veio o grande catalisador: a pandemia.
A partir de 2020, passamos por um ‘reset’ global. Nossos hábitos e prioridades mudaram e, inevitavelmente, nosso estilo acompanhou essa transformação.
De repente, o escritório invadiu a sala de casa. O blazer deu lugar ao moletom, e o sapato social foi substituído pela pantufa (ou pelo pé descalço).
A grande surpresa foi constatar o óbvio: o mundo não parou. As entregas continuaram ocorrendo e as metas foram batidas. Ficou claro que produtividade nunca dependeu de um dress-code padronizado.
Quando as portas dos escritórios reabriram para o modelo híbrido, o mindset já era outro. Ninguém estava disposto a abrir mão da liberdade para caber em formas rígidas novamente. Foi nesse choque cultural que o dress code passou pelo seu update mais estiloso. Executivos e criativos decretaram o fim da era do desconforto e o Corporate Cool emergiu como a estética dominante.
Na prática, esse mood é caracterizado pelo encontro sofisticado da alfaiataria com o streetwear, onde a seriedade do blazer é quebrada, com maestria, pela atitude urbana dos sneakers.
Hoje, a pergunta não é mais “posso usar tênis no trabalho?”, e sim “como usar tênis e continuar passando autoridade?”.
Abandonar o sapato social não significa abandonar a elegância. Significa evoluir. Mas, para fazer essa transição sem parecer que você “esqueceu de se arrumar”, é importante estar por dentro de alguns truques.
Quer aposentar o sapato duro sem perder a postura executiva?
Então, está no lugar certo.
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A Regra Nº 1: Intencionalidade é Tudo
O maior receio de quem flexibiliza o dress code é cruzar a linha do amadorismo. O segredo para evitar isso e garantir uma imagem polida está em uma palavra: intencionalidade.
O seu visual precisa comunicar que o uso do tênis foi uma decisão consciente de styling, e não que você saiu da academia e esqueceu de trocar os sapatos.

Nesse jogo, a matéria-prima é quem dita as regras. Enquanto as lonas gastas e os tecidos tecnológicos coloridos pertencem ao universo da performance (esporte), o ambiente corporativo exige estrutura e acabamento.
Aqui, a escolha é estratégica. Para transitar em escritórios e reuniões, o tênis precisa ter arquitetura. O couro legítimo cumpre esse papel com maestria: ele oferece a estrutura visual e a sofisticação necessárias para dialogar de igual para igual com blazers e calças de alfaiataria..
O match infalível entre alfaiataria e sneakers
O grande trunfo do estilo Corporate Cool é o high-low: a mistura da formalidade da roupa com a casualidade urbana do calçado. Quando bem executada, essa união cria um visual moderno que transita do escritório ao jantar com a mesma relevância.

Para eles: O fim do “Sapatênis” Muitos homens, na tentativa de migrar para o conforto, caíram na armadilha do sapatênis (aquele híbrido de solado fino que não se decide o que é). Esqueça. A evolução do tênis masculino pede um Sneaker Minimalista.


O pulo do gato: A barra da calça.
Ao trocar o sapato social pelo sneaker, a barra não pode “sobrar” ou amontoar em cima do tênis. O corte deve ser reto ou slim, terminando na altura do tornozelo.
Combine um sneaker branco ou caramelo com o costume completo. É um visual que exala modernidade.

Para elas: jogo de proporções A mulher corporativa contemporânea já entendeu que a autoridade vem da postura, e não da altura do salto. O tênis feminino entra aqui como um elemento de liberdade e estilo.


O Styling: O segredo é brincar com a arquitetura do look. Uma calça de alfaiataria Wide Leg pede um tênis com solado mais robusto para sustentar o volume e não deixar a barra arrastar. Por outro lado, para produções com terninhos cigarette ou saias midi, os modelos mais limpos ou híbridos (como a Sneakerina) trazem leveza e um ar fashionista imediato.

Cores: a sobriedade como aliada
Se você está começando essa transição agora e tem medo de errar, a paleta de cores é sua melhor zona de segurança.
All black & Tons Terrosos: Um tênis todo preto ou marrom café em couro passa quase a mesma formalidade de um sapato social clássico, mas entrega o dobro de conforto. É a escolha segura para ambientes mais
conservadores.

Branco e Off-White: São os coringas do visual Cool. Eles iluminam a produção e quebram a seriedade excessiva do terno cinza ou preto, mostrando que você tem informação de moda.

Conforto é produtividade (e Inteligência)
No fim das contas, a elegância também está no humor. E ninguém consegue ser elegante, criativo, ou um líder inspirador, sentindo dor nos pés às 4 da tarde.
O dress code evoluiu para servir às pessoas, e não o contrário.
Investir em um bom par de tênis para trabalhar é garantir que você vai chegar na última reunião do dia com a mesma energia da primeira.
O escritório moderno pede dinamismo. E nada melhor do que um Shelter nos pés para acompanhar esse ritmo.
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E na sua empresa, como foi essa transição? O tênis já foi liberado ou você está sendo o pioneiro desse movimento? Conta pra gente nos comentários!
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Um grande abraço e até o próximo post!
